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Cinco cantoras para ouvir, assistir e se sentir poderosa

Escrito por em 23 de junho de 2017

Tem dias que tudo que a gente precisa é uma boa música. Para você se sentir mais poderosa, confira essas cinco cantoras que tem criado músicas e álbuns cheios de palavras de incentivo e muita quebra de paradigmas.

Lizzo

Uma palavra pra descrever a Lizzo: DEUSA. Essa negra maravilhosa canta hip hop alternativo, sempre questionando padrões de beleza, com várias outras mulheres tão lindas e empoderadas quanto ela. Em ‘Scuse Me’ ela ainda fala um pouquinho sobre masturbação feminina enquanto canta dentro de uma igreja.

AMÉM!

Em ‘Good as Hell’ ela nos convida a fazer as unhas e cabelos, e sair pela porta, deixando aquele boy lixo para trás. Além de ir atrás dos seus sonhos e tirar um tempo pra si mesma. É o tipo de álbum que a gente deveria escutar todos os dias.

 

MUNA

MUNA é uma banda de pop eletrônico que nasceu em Los Angeles. As três integrantes,  Katie Gavin, Josette Maskin, e Naomi McPherson, se identificam como queer. Esse é um termo guarda-chuva para as diferentes identidades de gênero, que pode ser resumido em ter uma identidade fluída, que não depende do binarismo (feminino vs masculino). Várias das músicas tratam sobre essas questões, e por escolha nenhuma das letras apresenta artigos ou pronomes com gênero, o que aumentou muito o engajamento entre os fãs queer, que se sentem melhor representados.

Em Loudspeaker elas estão literalmente tomando a própria voz. Uma das melhores frases é:

“Toda vez que não me calo, é uma revolução”

Princess Nokia

Destiny, que tem como nome artístico Princess Nokia, é uma rapper latina e feminista de Nova York. E já declarou por aí  “Eu sou uma mulher forte e de cor. E eu acredito que toda mulher que seja forte e de cor é automaticamente uma feminista, mesmo que ela não se veja assim”. Poder, né?! Com seu estilo tomboy ela quebra as barreiras de gênero nas roupas. Outro assunto constante em suas letras são padrões de beleza como ela canta no clipe abaixo: “With my little titties and my fat belly/Com os meus peitos pequenos e minha barriga gorda”.

 

 

Mitski

Mitski é uma cantora e compositora japonesa, radicada nos Estados Unidos. Foi eleita uma dos “10 Artistas que Você Precisa Conhecer” pela Rolling Stone. Mitski nunca se sentiu muito pertencente pois morou em diversos países enquanto crescia, sem criar laços. Em suas músicas ela questiona esteriótipos do que é ser mulher, além de estar sempre em busca de seu espaço e lugar no mundo. Bom pra quando a gente se sente perdida. Um bom frame do clipe é uma postagem que diz: eu não sou a garota do seu filme, eu sou a garota do meu filme (faz mais sentido em inglês, rs).

 

The Regrettes

A banda é encabeçada pela genial Lydia Night, que cria música para empoderar. Todos os clipes tem alfinetadas quanto a posição da mulher na sociedade, racismo e até mesmo pedofilia. As letras são sinceras e divertidas, colocando um pouco de humor nesses assuntos tão sérios. O som tem uma pegada punk, mas como tudo hoje em dia: é pop.

Vale destacar o verso em ‘Seashore’:

I’ll still kick your ass even in my skirt

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O nome é Hellen, mas pode chamar de Hell. Jornalista, feminista e contraditória, tenho como combustíveis o café, poesia e boas gargalhadas. Minha relação com a escrita é a mais longa que já tive, mas vivo em flerte com a moda. Sou aficionada por histórias, portanto é fácil me encontrar em um brechó, as buscando nas roupas; em um sebo, perdida nas páginas dos livros; ou observando tudo que há a volta – cuidado para não trombar comigo! Acredito na beleza como um sentimento e na moda como uma expressão cultural.
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