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Clarice Falcão lança “Problema Meu” em Curitiba

Escrito por em 25 de junho de 2016

Não dá pra negar que Clarice Falcão tem seu lado irônico. Ao chegar na cidade na sexta-feira (24), a cantora publicou no Facebook a mensagem “Obrigada Curitiba pela recepção calorosa”, acompanhada de uma foto cheia de roupas. Não é para menos que a música que abre o álbum e o show “Problema Meu” é “Irônico”.

Na Ópera de Arame, Clarice Falcão pulou no palco, dançou e deu uma conversadinha com o público, além de responder a alguns comentários que vinham dos fãs entre uma canção e outra. Durante o show, a artista cantou faixas de seu segundo disco, “Problema Meu”, além de músicas de seu primeiro álbum, “Monomania”, e uma inédita, “Robespierre”.

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A apresentação é pensada em vários detalhes que tornam a experiência de quem está assistindo ainda mais interessante. Em “Se Esse Bar Fechar”, Clarice canta sentada em uma cadeira, sobre uma mulher que marcou um encontro e não quer que o bar feche, pois talvez o rapaz só esteja atrasado. Ao final da música, a cadeira em que ela está sentada é tomada por um “garçom”. Já em “Marta”, a artista relata sobre as várias mensagens e ligações que recebe em seu celular, para uma tal de Marta, que deve ter o número bem parecido com o seu. Ao fundo do palco, nesse momento, são exibidos alguns dos recados recebidos no telefone. Em “Duet”, que supostamente deveria ter sido um dueto, a cantora foi abandonada e tem que cantar sozinha, mesmo que no palco estejam dois microfones.

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Até que chegamos na última música, “Como É Que Eu Vou Dizer Que Acabou”. Como a gente faz para contar que terminou um relacionamento? E, ao mesmo tempo, como Clarice Falcão diz ao seu público que acabou o show? Ela sai do palco após a canção mas, obviamente, retorna para o bis.

Entre as três músicas desse retorno, Clarice canta a sua versão de “Survivor”, do grupo Destiny’s Child, com cenas do clipe sendo exibidas ao fundo. Várias mulheres aparecem passando um batom vermelho, no rosto ou no corpo, da maneira que quiserem. Forte, intimista e empoderador. Me arrepia todas as vezes que vejo.

Clarice, eu gosto de você quando você sobe no palco pra cantar. E isso não é irônico.

Texto: Andrea Mayumi
Fotos: Andrea Mayumi e Luiz Dorabiato

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