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Entrevista com a escritora Cris Guerra

Escrito por em 10 de maio de 2017

Cris Guerra é de uma sensibilidade inesgotável. Tem o sorriso dos mineiros, combinado a uma prosa fácil, que aproxima a qualquer um. De uma escrita poética, criou seu primeiro blog em 2007, o Para Francisco, em que contava ao seu recém chegado filho, as histórias do recém partido pai.

Foi mais ou menos nessa época que comecei a acompanhar a escrita desenvolta de Cris. Chorei sem receios em muitas das suas cartas emocionadas, em que ela apresentava com carinho seu findo marido para o filho, que jamais o iria conhecer se não pela escrita. Embora a história seja triste, Cris é o oposto. Cheia de energia, gargalhadas e cores.

Foi nesse tempo também, que ela criou o primeiro espaço online no Brasil a compartilhar visuais diários, o Hoje Vou Assim. Publicitária, contou com o apoio dos colegas de agência para registrar suas composições. Depois de pedidos, acrescentou legendas. Tornando essa expressão um contato direto com suas leitoras, real, inspirador.

Muito diferente do que vemos hoje.

Cris Guerra e suas palavras para vestir

Há anos acompanho o trabalho de Cris, uma grande referência para mim. Alguém que pensa moda para além das roupas. Relaciona o vestir a uma vivência, e não um ato irrefletido. Como faz em seu Moda Intuitiva, livro que foi sucesso de vendas pela Saraiva no ano passado.

Cris fala sobre mudanças, moda, morte e renascimentos numa leveza incomparável. Divide seu sotaque cantarolado em várias rádios pelo Brasil, e divide suas experiências generosamente na revista Canguru, que fala sobre maternidade.

Foi uma alegria sem medida conversarmos por uma manhã. Falamos sobre suas tatuagens, que a enfeitam e registram as passagens da vida. Assim como faço nos meus braços, os dela estão repletos de desenhos de amigos, criações próprias e aventuras. Comentamos sobre como a moda fica injustiçada, num cantinho da academia, sem ser objeto de estudo… Sabemos, contudo, que a realidade não é essa. Afinal, que seríamos de nós sem essa tela para nos refletir?

O Vídeo

Uma colaboração com o filmmaker Gabriel Marchi, vídeos se tornarão mais comuns por aqui. Ao meu lado na entrevista, a talentosa jornalista Carmela Scarpi, do portal Even More. O cenário é da Casa Tangente, com alguns toques da diretora de arte Lizi Sue.

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O nome é Hellen, mas pode chamar de Hell. Jornalista, feminista e contraditória, tenho como combustíveis o café, poesia e boas gargalhadas. Minha relação com a escrita é a mais longa que já tive, mas vivo em flerte com a moda. Sou aficionada por histórias, portanto é fácil me encontrar em um brechó, as buscando nas roupas; em um sebo, perdida nas páginas dos livros; ou observando tudo que há a volta – cuidado para não trombar comigo! Acredito na beleza como um sentimento e na moda como uma expressão cultural.
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