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1º Ciclo de Empreendedorismo Feminino de Curitiba

Manterrupting: quando você é interrompida por um homem

Escrito por em 3 de dezembro de 2016

Já comentamos anteriormente na coluna sobre o mansplaining, prática em que o homem desmerece intelectualmente uma mulher, explicando algo de forma paternalista. Agora é hora de falar sobre o manterrupting, outro termo que ainda não tem uma tradução adequada para o português, mas que poderia ser algo como “ominterrupção”.

Manterrupting é uma junção das palavras “man” (homem) e “interrupting” (interrupção), e designa aquela situação em que os homens simplesmente não conseguem parar de interromper a fala de uma mulher. Sabe aquela reunião de trabalho em que você começa a falar algo, e seu colega te corta? Isso também acontece em outras situações, como na sala de aula ou numa conversa no bar.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9soYj3O4Ud8]

Quem usou o termo pela primeira vez foi a escritora Jessica Bennett, num artigo publicado na TIME em janeiro de 2015. Mas a expressão manterrupting se tornou mais popular nos Estados Unidos recentemente, devido ao período das eleições. Afinal, durante os debates presidenciais, Donald Trump não parava de interromper as falas de sua oponente, Hillary Clinton.

Por que essa prática é tão comum? Alguns estudos podem dar uma luz. Pesquisas feitas pela fundação Lean In, da diretora de operações do Facebook Sheryl Sandberg, descobriram que homens executivos que falam o que pensam e se posicionam são vistos por seus pares e superiores como mais competentes, enquanto que mulheres que tomam a mesma atitude são vistas como menos competentes. Além disso, mulheres recebem menos feedback, têm menos probabilidade de serem promovidas, e enfrentam maior oposição em negociações no ambiente de trabalho.

E como driblar o manterrupting? Uma forma seria unir forças com outras mulheres, como aconteceu na Casa Branca. Funcionárias decidiram fazer uso de uma técnica que chamaram de “amplificação”: quando uma mulher fazia uma colocação importante, outras mulheres repetiam e davam o crédito à autora original. Isso forçava os homens a reconhecerem a contribuição, e não se apropriarem dela.

Lembrando, sempre: juntas somos mais fortes.

Texto e edição da coluna: Andrea Mayumi

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  1. Juan em 5 de novembro de 2017

    Bacana.

  2. milagre da gravidez em 5 de janeiro de 2018

    Nossa! Quanta informação de qualidade nesse site. Parabéns e sucesso

    • Hellen Albuquerque em 21 de janeiro de 2018

      Muito agradecida! Ficamos muito felizes que tenha gostado 🙂
      Muito sucesso para você também! <3

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