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Pátio Batel Fashion Walk – Resenha

Escrito por em 28 de março de 2016

Na semana passada, fomos ao shopping para consumir moda em outro formato. Desfiles abertos ao público, buscavam um novo respiro no cenário curitibano, além de projetar a cidade em nível nacional.

Os dois dias do Pátio Batel Fashion Walk prometiam conectar as diversas marcas expostas nas vitrines para apresentar tendências outono/inverno. Em parte, foi o que vimos.

Unir tantos estilos diferentes em um desfile coeso não é tarefa fácil, no entanto, foi algo executado com maestria pelos curadores da Harper’s Bazaar, parceira do evento. De Max Mara a Hering, de Dolce & Gabbana a Riachuelo, as transições foram sutis e lineares.

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Vimos moda masculina, feminina e infantil bem apresentadas em um styling que faria facilmente parte paisagem regional. Para deixar tudo mais amável, cachorros acompanharam algumas das modelos, lembrando que o Pátio Batel permite a entrada de animais.

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Através de cores sóbrias, como cinza, branco e preto, a história foi contada. Timidamente, apareceram terracota e caramelo, dos clássicos terrosos. E um toque cromático com as Pantones para o ano: o rosa quartz e o serenidity. Balanceando poucas estampas, como o xadrez e étnico, e algumas texturas como couro e tweed, as composições seguiam uma linha comercial e pronta para vestir.

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A inovação, no entanto, não teve muito espaço. Trench coats, alfaiataria, um pouco de esportivo – que nossos tempos corridos exigem – junto a algo de festa, apareceram por ali. Porém chegaram em formatos que há muito já vimos, já vestimos e até já enjoamos.

Eram os jargões americanos que estamos habituados: high-low, para as misturas de grifes com fast fashion. Hard and soft, para os vestidos de festa com jaqueta ou blazer.

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Um dos conceitos que seriam trabalhados era o “veja agora, compre agora”. Uma tendência de consumo que procura resgatar a importância dos desfiles de moda. Seria possível adquirir as peças logo após de assisti-las nas modelos, já tendo em mente combinações e informação de moda – aliás, desfile comercial serve pra isso também.

Porém, aqui tivemos um contratempo. Quando os desfiles chegavam ao fim, todas as lojas já estavam fechadas, por terem ultrapassado seu horário comercial.

Se a intenção era aproximar o cliente, se perdeu ali uma grande oportunidade.

A passarela era um show à parte. A estrutura circular feita de luzes, foi criação da arquiteta curitibana Fernanda Cassou, levando o conceito de iluminação industrial em uma estrutura de 26 metros, indo do chão ao teto do shopping.

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As modelos entravam pela esquerda, davam a volta pelos círculos no átrio onde estavam sentados imprensa e convidados, para depois subir as escadas e permanecer em uma formação linear – uma cena muito bem elaborada, diga-se de passagem.

Dali, percorriam os outros corredores.

A beleza, assinada pelo Torriton Beauty & Hair, era minimalista e sem grandes surpresas. Cabelos lisos, puxados para trás, maquiagem em tons terrosos e nudes.

Um bom começo para um evento que pretende continuar. A organização foi impecável, valorizou profissionais locais e deu espaço para os curitibanos assistirem a um desfile bem produzido sem as formalidades de uma semana de moda.

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Fotos: Débora Spanhol / Divulgação

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O nome é Hellen, mas pode chamar de Hell. Jornalista, feminista e contraditória, tenho como combustíveis o café, poesia e boas gargalhadas. Minha relação com a escrita é a mais longa que já tive, mas vivo em flerte com a moda. Sou aficionada por histórias, portanto é fácil me encontrar em um brechó, as buscando nas roupas; em um sebo, perdida nas páginas dos livros; ou observando tudo que há a volta – cuidado para não trombar comigo! Acredito na beleza como um sentimento e na moda como uma expressão cultural.
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