Mulheres na fotografia – Objectif Femmes

Hoje Jesus Não Vem - um novo curta metragem no cinema local

Vote numa mulher

Escrito por em 31 de agosto de 2016

Inclusive, mulheres ainda não poderiam votar sem as lutas das mulheres feministas

Historicamente, devido à construção patriarcal da nossa sociedade, os homens decidem pelas mulheres. Na “família tradicional brasileira”, o pai é o chefe da casa e decide pela mulher e filhos – sempre negando mais privilégios às filhas mulheres que aos filhos homens.

Ainda hoje, nos relacionamentos mais saudáveis, é comum o namorado ou marido decidir pela companheira. Isso é cultural e histórico, uma postura muito difícil de ser desconstruída porque é inconsciente. Isto muito tem a ver com relacionamentos abusivos e violência doméstica, que é assunto para outro momento.

O feminismo nasceu da percepção de que a sociedade é construída a partir dos interesses dos homens. O movimento busca maior participação da mulher em TODOS os setores da sociedade. Afinal, por que não dividir tudo igualitariamente? Parece simples, mas não é. A história não foi escrita assim.

A presidenta (Pesquisei: o sufixo determinante de gênero –enta é gramaticalmente correto, embora pouco utilizado. Na etimologia, representa o feminino do verbete “presidente”) Dilma Roussef acabou de ser deposta por 61 votos contra 20, e Michel Temer assume a Presidência da República até 2018.

A primeira presidenta do Brasil foi deposta por um processo de impeachment. Sem pensar na trama política, em corrupção ou não corrupção, esquerda ou direita: o quanto isto fere mais ainda a figura das mulheres, já tão degredada pelo machismo? Leitoras, estão preparadas para continuarem ouvindo comentários como: “tinha que ser mulher”?

Durante o governo interino, observamos um ministeriado formado por homens. Por mais que eles eventualmente executem projetos voltados aos interesses femininos, o padrão histórico se repete: são homens decidindo sobre assunto que dizem respeito às mulheres. Queremos mulheres decidindo pelas mulheres! Se também somos líderes, por que não estamos governando?

Nada difere nossa intelectualidade da dos homens, a não ser fatores externos: a participação social da mulher ainda é muito recente até mesmo dentro das instituições educacionais. Estamos estudando há muito pouco tempo, e graças às conquistas feministas. Se já estamos nas escolas, é a hora de estarmos também na política.

Há muitas candidatas feministas bacanas concorrendo em Curitiba, de diversos partidos e vertentes políticas diferentes. Vamos votar nelas porque somos mulheres, somos extremamente capazes e somos 51% da população brasileira. Em 2017, quero ver um governo mais representativo. Elas por Elas!

Texto: Daniella Féder
Editora da coluna: Andrea Mayumi

postado por

Elas por Elas é um coletivo feminista de Curitiba. Somos um espaço de debate e apoio às mulheres. Nossos valores são sororidade, empoderamento, respeito e empatia.
Mais Feminismo

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado.


*

Ins
ta
gram